Deus ex-machina

O mundo não é uma imensa loja de departamentos, repleta de televisores e cartazes e cores infinitas, onde as imagens multiplicam-se a cada segundo. As opções desse mundo seriam tantas e mudariam tão rápido que seria impossível determinar o sentido de nossa existência; seria impossível acreditar na existência de algo que não seja físico: nossas criações apagariam Deus.
Ainda que o mundo esteja caminhando gradualmente para se tornar essa “loja”, podemos nos refugiar nas coisas que não foram criadas pelo homem, a paz, por exemplo. Ainda há pouco falávamos sobre experimentar na ignorância e no sentir a verdadeira felicidade. São boas opções. Mas Deus tem um alcance maior do que a simples fuga das prisões que a realidade nos coloca. Falar de Deus significa mudança de rumos, significa aprumar-se quando caminhamos na direção torta da mais completa insanidade (cegueira?). Diz a bíblia que ele é “o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim (Apocalipse 22:13)”, e, dessa forma, não podemos deixar de falar de Deus se estamos tratando do passado e do futuro: repassado também significa mudança de rumos. A maioria dos brasileiros frequenta o catecismo durante a infância, e outros a escola bíblica dominical. E ainda que o mundo moderno busque anunciar a morte de Deus, está gravado na alma de todo poeta a procura por ele, o desejo de questioná-lo e até de confrontá-lo. –Deus, diga-me: por que?