CUIDADO!!

**Atenção apertem os cintos, hoje estou filosofando assustadoramente. Quem tem coragem se prepara pra embarcar nessa.**

Viagem 01

Tadááá! Olha eu!

É certo que existe uma barreira tênue entre o personagem e o eu real. A pessoa que diz ser indiferente e que está sempre viajando (como eu agora) pode ser a mais assustadoramente atenta a todos os detalhes que escapam aos olhos da maioria das pessoas. Construimos personagens para nos defender, algumas pessoas acreditam no seu personagem e esquecem que eles mesmos ainda existem (e especialmente as fragilidades do ser humano os remetem à seu eu original) outras pessoas tentam balancear os dois (O que consome a energia de qualquer um rapidamente) e enfim aquelas pessoas que encaram a realidade com o que tem e o que são, consequentemente se acostumando com os baques e acidentes da vida – e tornando-se até insensíveis de certa forma, o que pode ser bom ou ruim dependendo do ponto de vista.

Compreender e aceitar que as pessoas lidam com a vida de formas diferentes faz com que a gente tenha mais cuidado antes de julgar as pessoas, e até acaba ajudando-nos a aceitá-las (EI! Isso pode impulsionar alguém informado à uma romântica cruzada para resgatar almas perdidas de crises de identidade e afins!).

Viagem 02

Hoje eu estava próximo a alguns amigos e participei em 1% de um looongo papo sobre coisas que por vezes me incomodam. Coisas que me entristecem profundamente. Eu estou em paz com minha identidade, e na maior parte do tempo sei muito bem quem sou ou estou sendo.

Mas é complicado perceber que pouquíssimas pessoas nesse mundão tem a mínima noção das coisas, do que realmente move este planeta – esta realidade. Não estou dizendo que sou o dono da verdade, nosso ponto aqui é o tamanho de nosso planeta em comparação com o universo e a medida exagerada que damos a nosso ego. Cara, somos minúsculos.

Não estou dizendo que eu sou um especialista nisso, até entendo que sou muito pequeno e imaturo para alcançar tal coisa; mas a busca pelo conhecimento (noção de nosso verdadeiro tamanho) deveria ser prioritária na vida de todo mundo.

Pensamento louco que ocorreu nesse momento:

**ok ok isso é utópico Joe, volta para o planeta terra e fala de alguma coisa que seja possível.**

Viagem 03

Tudo bem vamos retornar ao mundo… Sabemos que não é nada fácil se sentir parte de uma minoria, ainda mais porque os ideais que unem um grupo oscilam entre algo difuso e diluído pelo nosso capitalismo, ou até por desejos pessoais e também pela massificação que a nossa colega mídia insiste em manter(e vai manter sempre pq dá mto dinheiro).

Mas o tempo não deveria melhorar essas coisas?

Exemplificando… Faço parte do time que compõe as pessoas que admiram a arte do bom e velho futebol de botão. Ora, tradicionalmente quando somos meninos nossos pais nos

Botões furreca
Botões furreca

fornecem uma mesa tosca de R$ 50,00 da papelaria do João ali na esquina e então compram junto dois times de botão de plástico “furreca” para agradar já que enrolar criança é facil à beça.

À medida que ficamos adultos vemos o aperfeiçoamento do humilde esporte, já compramos botões de galalite na adolescência e os poucos que se mantém fiéis à arte já possuem botões de alta qualidade, mesas e balisas profissionais entre outros detalhes.

A vida não podia ser assim?

Viagem 04

Botões profissa!

Pô… O que acontece no nosso mundo é que geral adulto curte jogar o futebol de botão da vida como se fosse uma criança de 5 anos de idade e com os botões “furreca” que ganhou do pai há 20, 30, 40 anos atrás. Pior do que isso é a galera que tem valiosas peças do jogo nas mãos e está usando como se fosse uma peça qualquer…

Ah, fala sério povo… Geral ganha uma vida, oportunidades, opções e joga no lixo à bangu… E eu tô aqui sofrendo horrores para poder entender e me aperfeiçoar, peça desse quebra-cabeças que é bom nada, e só me resta sofrer preconceito e me sentir um alienígena???? Será que estou procurando nos lugares errados?