Improvisando – Parte 2

Vamos à parte dois dessa saga em busca da aventura improvisada perdida… Estamos atrás de diversão em sua forma mais simples e RPGística de ser, não sou “fãzoco” de sisteminhas como muitos dos amigos que jogam RPG(um fenômeno do tipo “Odeio quem odeia Hannah Montana”), então na primeira parte desse artigo eu recomendei enfaticamente o uso do nosso saudoso sistema AVENTURAS FANTÁSTICAS, mas é claro; modificado ao gosto do freguês(esse é você, caro mestre).
[ad#ad-3]

Se você odeia dados de seis faces, não me odeie, pegue seus dados multifacetados e adapte, troque roladas modificadas por roladas com dados diferentes… Se você odeia os três atributos, troque-os… O importante é conseguir jogar e não ficar com dor de cabeça (cansado, abatido, sem vontade de cantar uma bela canção) depois.

Vou construir um personagem, seguindo essa linha de pensamento, para fechar a segunda parte de nossa épica jornada. Vou montar meu Mini-joe (nome criativo, não?), e assim complementar as informações que precisamos para terminar uma ficha:

Recomendo sempre rolar os dados uma vez e depois ver se a rolada corresponde ao tipo de personagem que seu jogador imaginou. Lembre-se, a aventura tem que estar no limite da economia de neurônios, mas devemos ainda nos esforçar para que essa economia não estrague a diversão dos nossos pobres jogadores! E nas aventuras que tive de improvisar sistema, fichas e aventura, sempre tive na mesa uma maioria de iniciantes.

Seguindo a linha então podemos imaginar que decidi por sacramentar (tornar definitivos ahahah) os atributos força, habilidade e inteligência, e na primeira rolada consegui tirar 1 no dadinho que catamos do jogo de WAR que encontramos abandonado em um armário. Precisamos de uma média humana para poder explicar os valores, então digamos que o valor mínimo +1(ou seja, oito) é a média humana, já que a rolada é 1d6+6.

*Força 7: Imaginei um personagem que não é forte como a média das pessoas, então preciso de um valor pouco abaixo da média, por acaso a rolada bateu com o que eu havia imaginado para o personagem.

*Habilidade 8: No caso de nosso mini-sistema, Habilidade serve basicamente para controlar perícias que o personagem domina. Para outras coisas físicas que a maioria das pessoas possa fazer ou tentar(como arremessar uma pedra) podemos estipular um redutor fixo, diminuindo nesses casos a habilidade por 1 ou 2 pontos. Já que quero regular as habilidades que Mini-joe possui, pedi ao mestre que colocasse a perícia Caratê, o que ele pode adicionar em minha humilde ficha, garantindo 1 pontinho de bônus caso meu personagem precise lutar (entrar na porrada). O Resultado foi dois, se levarmos em conta a média humana 8, podemos dizer que Mini-joe é um cara tão habilidoso quanto a maioria das pessoas.

*Inteligência 11: Vamos fazer de Mini-joe uma pessoa acima da média, um cara inteligente. Mas a rolada foi miseravelmente baixa de novo, e nada impede que eu implore ao mestre que dê mais uma ou duas chances nos dados para Mini-joe poder ser inteligentezinho… Afinal de contas, as duas primeiras roladas foram um lixo. No final das contas o mestre resolve ser benevolente e Mini-joe consegue uma inteligência respeitável, nada mal para um personagem que pretende ser um detetive.

A partir daí é só adaptar detalhes de acordo com o gênero escolhido. Eu recomendo enfaticamente que seja usada a Fantasia Medieval, porque é o mais simples e básico quando tratamos de RPG. Caso essa seja a opção, talvez tenhamos problemas com Magias… Mas imaginemos que Mini-joe seja um Mago então (inteligência alta!!). Mestre pergunta se o jogador tem alguma magia em mente, ele lembra de uma ou outra… Bola de fogo e mísseis mágicos por exemplo… São magias práticas só que uma é de área. O mestre então, lembrando que o coitado do Mini-joe é fraco bagaraio, deixa ele arremessar mísseis 2d6 por dia e uma bola de fogo por dia. Para conjurar e acertar basta ser bem sucedido em um ataque baseado em sua Inteligêmncia e pronto problema resolvido.

Personagens prontos, basta esquematizar uma aventura básica com um dungeon básico e partir para a prática. Mas isso é assunto para o terceiro post da série.

Saudações a todos.