Improvisando – Parte 3

Finalmente chegamos estamos chegando à parte final (Tive que dividir a última parte em dois porque ficou muito grande), vamos pensar na nossa aventura improvisadaça-aça, dividindo tudo em quatro partes! E não é preciso desesperar, pense em uma pizza, é exatamente a mesma coisa! Hoje daremos uma olhada nas duas primeiras fatias dessa nossa aventura-pizza cheia de catupiry e muzarella!
[ad#ad-3]

1 – Encontro inicial na taverna

Cara, isso é um mega-hiper clichê dos RPGs de todos os tempos. Todas as pessoas que já jogaram RPG encontraram ao menos uma vez o velhinho na Taverna, o primogênito no elísio, o presidente da ONU na sala de justiça… É o filho da P… Err… Mãe! que diz qual é a droga, merda, coisa, problema, caso que os personagem terão de resolver, solucionar, desbaratar.

E logicamente, já que não queremos gastar nossos neurônios com mínimos detalhes de estruturação de aventuras, vamos sempre procurar esquemas pré-definidos, babados, esculpidos em nossa memória para que nosso cérebro fique livre para as loucuras dos personagens durante a sessão de jogo.

Cara, vou dizer uma coisa… Ninguém vai gastar um pentelhésimo de energia ao proferir a frase: “Vocês estão em uma taverna”. Faça isso, meu filho… E faça com gosto. Tavernas são doidas, coloque todos os clichezentos NPCs que puder imaginar nela… Caso algum jogador procure algo na taverna, finja que rolou alguma coisa e deixe-o achar. Logicamente nosso velhinho da taverna entrará em cena. Ele pode vir de qualquer lugar, entrar pela janela ou ser o próprio taverneiro (cair do teto)! A missão com certeza envolverá invadir uma caverna, uma masmorra, ruína, castelo mal-assombrado. SEI LÁ. Bem, você pode jogar os dados em uma tabela com 1d6, e existem os objetivos (afinal, porque diabos eu vou invadir a toca do filhote de dragão dourado de “klingon”? – quem já viu o vídeo do “nóiz na fita” do youtube vai lembrar desse lugar).

O velhinho da taverna de WAKA-WAKA disse que éramos os únicos capazer de penetrar na (o) (TABELA 01) para conseguir (TABELA 02).

TABELA 01

1 – Castelo do cavaleiro negro
2 – Calabouço dos Orcs (A idéia é de uma antiga prisão subterrânea transformada em abrigo)
3 – Labirinto do Fau… ops! Labirinto do Minotauro
4 – Caverna dos Kobolds (caso ache Kobolds idiotas, pode ser outro bicho encontrado em cavernas).
5 – Ruínas da cidade fantasma
6 – Floresta Negra

TABELA 02

1 – Destruir o grande inimigo (orc mais forte que oprime a cidade, cavaleiro do mal, Dragão…).
2 – Resgatar a bela princesa (que pode até fugir do padrão e ser guerreira, independente).
3 – Trazer o objeto mágico (Anel, espada, ceroula, sei lá).
4 – Curar algum tipo de peste ou doença que assola o vilarejo ou o próprio grupo.
5 – Um grande tesouro, e a fama (Bom para os egoístas).
6 – O velho manda uma dessas 5 alternativas acima, mas é tudo é uma armadilha da qual os personagens têm que escapar (na volta o inimigo final é o próprio velho muito impressionado – Hei vocês sobreviveram!).

Você não precisa imprimir essas duas tabelinhas e colocar no bolso para não esquecer, todos os itens são ultra-clichês que não serão difíceis de lembrar improvisando uma aventura. Em qualquer caso, basta lembrar de um lugar e um objetivo e pronto, o velhinho da taverna já terá o que dizer para os personagens!

2 – Primeiro embate

Dada a missão e com as mochilas nas costas, nossos bravos aventureiros e suas fichas com 3 atributos e uma (talvez duas) perícias irão colocar o pé na estrada. Não precisa ser coisa longa, sempre temos um primeiro encontro com inimigos ou empecilhos para a viagem. Caso tudo esteja muito sonolento coloque o povo para brigar, se estiverem muito excitados com a oportunidade de jogar, dê-lhes algo mais complexo, uma barreira de impostos com oficiais corruptos por exemplo. Provavelmente essa etapa acaba em um primeiro confronto, contra inimigos abatidos com certa facilidade. É só pra o povo sentir que as coisas estão acontecendo. É importante também, nesses momentos testar habilidades, não hesite na hora de confrontar os três míseros atributos com os dos NPCs! Testes de lábia seriam substituídos pelo atributo inteligência, testes de prontidão podem ser feitos baseados na habilidade… Testes de força podem ser feitos até mesmo sem roladas de dados, o valor maior simplesmente leva a melhor.

Um comentário sobre “Improvisando – Parte 3

  1. Ah, esqueci de mandar as já costumeiras saudações a todos que visitam esse espaço. Aliás, agradeceria caso alguém que lê o Sete Amigos queira ter o seu site/blog na minha lista de links, só me avisar aqui que eu coloco.

    Grande Abraço!

    Curtir

Os comentários estão desativados.