Estrutura…

O que fazer, meu caro Watson, nós queremos melhorar nossos jogos e precisamos de ajuda dos nossos bravos amigos blogueiros. Ah, no blog do “Sete Amigos” tem uma matéria falando sobre terror. Terror? Mundo das trevas? Uhhhh, que medo, vou lá dar uma olhada!
Como fazer uma aventura de terror?

1 – Guarde sua criatura assustadora (Mega-blaster, poderosa etc) para depois. Aliás, se possível evite-a.

Porque eu estou dizendo isso? Ué, criaturas ficam mais assustadoras assim, é a cereja do seu bolo! Guarde seu justicar pra depois e vamos lá começar.

2 – Pegue os personagens e faça-os se sentirem incapazes. Super-heróis? Tire seus poderes. Vampiros? Cace-os. Humanos? bem… Um assaltante já basta…

3 – Ofereça um desafio estranho, ou no mínimo intrigante. Queremos deixar dúvidas na cabeça dos jogadores, não entender o que está acontecendo ou porque já transmite alguma insegurança.

4 – Combates são um problema, mas podem se tornar mais do que mera pancadaria. Faça com que os personagens se sintam ameaçados o tempo todo por seus inimigos. Caso se torne necessário um confronto faça com que os adversários tenham um ou outro detalhe intrigante ou inexplicável; isso não precisa ter ligação com a trama pincipal da aventura, mas talvez seja providencial para oferecer aos jogadores pistas para elucidar suas dúvidas (que no final não devem de maneira nenhuma ser esclarecidas).

5 – No ápice da sua aventura ofereça aos jogadores a criatura assustadora do primeiro tópico. A presença dela não deve ser esperada, e os motivos para ela estar ali devem ser confusos aos personagens. É interessante que a própria criatura em si seja estranha e impossível de existir.

6 – Termine com chave de ouro deixando bem claro que não importa o que os personagens façam ou deixem de fazer, o mistério que os rodeou na aventura continuará assombrando para sempre e a tal criatura estranha e impossível de existir também. Por outro lado deixe-os cumprir seu objetivo (ou seja, o objetivo não deve ser solucionar a assombração ou destruir a tal criatura).

Exemplo:

Joseph e seu amigo Marc estavam na boate, quando um homem negro de grande estatura puxa Marc pelo braço e pergunta asperamente:
-Você é o guardião?

O problema é que joseph não vê o tal homem apesar de estar ao lado de Marc, e depois do encontro o rapaz tem um mal-estar repentino. Resolvem ir para casa. O carro é perseguido por uma moto, mas eles finalmente despistam ela.

Depois disso o carro de Joseph enguiça(Ponto 2), apesar de ter feito revisão a poucos dias, por causa da vistoria. Eles param perto de uma praça iluminada, e um mendigo vem na direção deles.

-Você é Joseph. E você… hum… Marc! Como vai a Aninha?

Conversando com o homem, ele se diz um grande pensador, e dá um conselho no final das contas:

“A primeira pedra salvará, a última guardará túmulo”.(ponto 3)

O Mendigo caminha até a sombra de uma árvore próxima e desaparece. Os jovens resolvem ir para casa a pé, uma caminhada de uma hora, mas não tão segura por estarem no Rio de Janeiro andando de madrugada. Uma moto parecida com a que os perseguiu passa por eles uma, duas vezes. Na terceira ela diminui e segue-os lentamente, se eles correrem ela acelera o suficiente para acompanhá-los.(ponto 4)

A moto os ultrapassa e para cerca de dois metros adiante, o motoqueiro desce e anuncia. Joseph ainda não vê a criatura, para ele era uma moto sem piloto.

-Porque não disse que era o guardião?

Os jogadores estranham e já que eram dois contra um, resolvem encarar. E quando o adversário tira o capacete… Meu Deus… Que diabos é isso?(ponto 5) Estão diante da coisa mais terrível e nojenta que eles nunca poderiam ter imaginado. Em meio à luta ou fuga, o bicho fica assustado no momento em que um colar que Marc carrega com um pequeno pingente de cristal, pula para fora de sua camisa.

Depois de derrotar, tentar enfrentar ou fugir do bicho, Marc percebe que seu colar tem algo errado. Não o consegue tirar. Sempre o teve e achava que era simples bijouteria! Gradualmente Marc perdia a fome e começou a ter alucinações, precisava de Joseph para avisar-lhe o que era real e o que não era…

E aí, mestre, qual será o fim desse mistério?

Um grande abraço J.Berkel.