Resenhando – “A Cabana”

Ganhei um livro de aniversário em janeiro, e isso quebrou minha promessa de ler apenas livros relativos à faculdade. O tal livro, “A Cabana”, foi a bola da vez. Espero não ganhar mais nenhum best-seller esse ano, senão vou ter que ler.

Enfim, trata-se da história de um cara chamado Mackenzie, alguns fatos que impactaram sua vida e o ES-TRA-NHO processo que o levou a se recuperar dos traumas.

Começando pela capa, achei uma bela armadilha. A arte e o prefácio são uma pegadinha para o leitor, eu não costumo ler orelhinhas de livros para não sofrer com os Spoilers, mas eu deveria ter feito isso antes de ler “A Cabana”. Definitivamente. A capa e o título fazem parecer que a história será um suspense, mas não tem nada a ver. Quando o narrador apresenta o personagem principal o livro toma ares de que será uma história familiar e cotidiana, também não é!

Espectativa é sempre uma porcaria. Tenho que me lembrar de me esvaziar de espectativas ao ler qualquer livro.

Enfim, agora vamos para um leve toque de Spoiler, se você não leu pule os próximos dois parágrafos:

A jornada por Missy é entediante e o texto vai beirando a superfície e previsibilidade até que se consume o desaparecimento da menina.

O “sonho” de Mac deixa de ser um milagre que restaurou a vida dele para se tornar uma enorme aula de teologia, apresentando e explicando em detalhes aspectos e visões de Deus. Me lembrou “O mundo de sofia”, mantidas as devidas proporções, por outro lado achei interessante a preocupação do autor em fugir de imagens clichês e se esforçar em dar explicações fugindo de rótulos comuns.

Leitura que não exige o mínimo esforço para que se entenda o que está acontecendo e com um proselitismo enviesado, “A Cabana” pode sim se tornar uma leitura agradável se você não costuma ler livro nenhum! rsrs Quae uma auto-ajuda, William P. Young sacou que a maioria das pessoas quer ter um encontro com Deus, e sugere que isso pode ser obtido de maneira mais fácil fugindo do lugar comum e sem a necessidade de se enfurnar em uma igreja com gente berrando loucamente ou falando de demônios (grande virtude hoje em dia para um livro que fale em Deus).

Saudações