Descomplicando o que devia ser simples.

saude_educacaoEu me lembro de quando eu era bem criança, com 9 ou 10 anos de idade, e os meninos da rua costumavam ir até o campinho pra jogar bola.(minha rua é meio… aham… QUASE vertical, mas lá no alto, no final da ruazinha sem saída tem um campinho plano). Várias “sagas infantis” aconteceram lá, lembro de descer a rua chorando várias vezes por ter tomado bolada de alguém ou perdido um jogo injustamente… coisas de criança… Mas estou narrando isso tudo só para ilustrar o caso de uma das crianças, meu vizinho, o nome dele era Alex se não me engano.

Bem… O Alex era um garoto que vivia “no mundo das nuvens”. Mais novo que a maioria, era muito influenciado por seriados tokusatsu que naquele tempo BOMBAVAM na extinta TV manchete, Jaspion e Changeman. Engraçado era ver o Alex! Ele andava na rua golpeando o espaço vazio gritando nomes de golpes em japonês e guerreando sempre contra inimigos imaginários, sem cerimônia. Eu gostava muito de Changeman, mas me divertia mais vendo o garoto aloprar do que à frente da TV com os episódios… Bem… Por conta dessas coisas ninguém achava que o Alex(coitado) era normal. Detalhe importante: Ele era perfeitamente normal, apenas tinha muita imaginação!

Agora finalmente a história: Belo dia nós fomos jogar uma partida de futebol lá no campinho, uns 6 garotos… Daí Alex entrou na roda quando estávamos tirando o time e começou a teorizar sobre “como fazer o gol no futebol”. Eu não faço idéia de onde ele tirou aquilo, mas era muito “non-sense” e todos acharam divertido descobrir o que era um “gol” na mente de Alex. Nos colocamos a bater pênaltis enquanto ele observava a bola entrando no gol, e dependendo da forma com que a bola entrava, ele avaliava se aquilo era gol ou não. Lógico, o menino não observou o mais simples: Um gol era marcado quando a bola passasse pelas balisas. Eu me acabava de rir do coitado, criando teorias sem nexo, tentando descobrir o que era um gol.

“-Não, você bateu o pênalti bem, mas não foi gol, porque a bola tem que entrar mais ou menos nessa altura(e gesticulava com as mãos mostrando a que altura do gol a bola deveria entrar).”


Bem… Nossa brincadeira naquele dia acabou quando o pai do alex foi ver onde ele estava e percebeu que nós estávamos nos divertindo às custas dele. Pegou ele pelo braço e levou pra casa. Eu guardei bem esse caso na minha mente.

Às vezes as coisas são simples e nós acabamos complicando tudo, não é mesmo?<–>

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