Ridículo

O conceito de ridículo é relacionado com o conceito de respeito. Você só considera ridículo aquilo por que (ou pessoa pela qual) não tem respeito. Claro que as pessoas que olham para o mundo de forma não-preconceituosa são raras e preciosas, mas é duro perceber e entender que algumas poucas vezes damos respeito excessivo à pessoas que simplesmente acham-se no direito de nos julgar e classificar arbitrariamente ou de acordo com suas próprias convicções e certezas sem em momento algum buscar uma libertação de determinados paradigmas e uma visão imparcial. Pior ainda quando percebemos que essa visão, esse julgamento, é determinado não pela intenção ingênua ou sincera de expressar opinião, juízo de valor, mas sim de conseguir admiração ou aprovação de terceiros…

Não posso dizer que nunca chamei alguma pessoa ou alguma coisa que li de ridículos na minha vida, mas me reservo aqui e publicamente o direito de me retratar quanto à qualquer afirmação de que poesias neste blog postadas são ou possam ser ridículas aos olhos de qualquer pessoa. Não acredito nisso, são tentativas justas de expressão que já foram vistas centenas de vezes na história da literatura, em determinadas épocas seriam gloriosas e cantadas por todo o mundo, mas hoje apenas figuram como palavras ridículas em um blog visitado por apenas mil pessoas no período de dois anos… Não posso dizer a respeito daquelas postadas por outro colaboradores, mas as minhas são muito particulares e aqui estão por que não teriam nenhuma relevância se continuassem no fundo de meu armário. Aqui elas podem ser lidas, e mesmo que sejam ridículas, a simples opinião pejorativa é muito mais do que elas teriam se continuassem guardadas.

A história da literatura é meu Álibi, não se pode definir o que é a literatura e o que pode ser considerado grandioso ou de grande valor literário. Tudo o que se escreve é literatura e hoje o que é ridículo pode amanhã ser fantástico. A história está aí para provar isso.

Um comentário sobre “Ridículo

  1. Curiosamente, Carlos Drummond de Andrade fora taxado de ridículo por muitos e acabou se tornando um gênio da literatura sem que para isso fosse preciso morrer primeiro. Nada é mais ridículo que tentar agradar a todos, por tanto, escreve para agradar a si mesmo. A admiração só nasce por conta de uma identificação pré-existente, ou seja, só não é ridículo aquilo que concordamos por antecedência. Luz e força.

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