As coisas passam pelo que parecem

Se o que está em jogo não é a cópia da realidade empírica, mas a questão da aparência, pois “as coisas comumente não passam pelo que são, sim, pelo que parecem” (GRACIÁN, 1941, p. 132), no procedimento mimético a realidade é superada a partir da deformação proporcionada e o real deixa de ser um dado adquirido e passa a ser produto engenhosamente construído.
GRACIÁN, Baltasar. Agudeza y arte de ingenio. Madrid: Escapa-Calpe, 1974.