XVII – Capítulo 3 – O prefeito! (Gio, Fabrício S, Vinny, Clovis)

Quinze de junho do ano de Nosso Senhor de 1650, quarta-feira.

Sua Santidade, excelentíssimo senhor Sumo-Sacerdote

Sinto trazer notícias tão estranhas. Logo entrarei na prefeitura da vila, com a ajuda do bom índio Piamã e de Apeiron e Simeão, dois combatentes que me foram trazidos pelo próprio prefeito. Acontece que desconfiamos do homem, o prefeito, apesar da tão agradável recepção que nos fez, pois em uma oração ao glorioso Senhor em busca da percepção de benevolência na direção dos aposentos do prefeito, desfaleci aterrorizado por forte presença demoníaca. Caso eu não me comunique novamente em uma semana, peço que envie outro servo e até mesmo alerte as autoridades, pois certamente terei sucumbido ao mal que ali reside.

Saudações

Pe. A. Vieira

Dezessete de junho do ano de Nosso Senhor de 1650, sexta-feira.

Amado Sumo-sacerdote

Parece que sobrevivemos à investida que porventura fizemos à prefeitura, porém aconteceu na mesma noite terrível assassinato. Desconfiamos que o Prefeito tenha sido morto por seu servo, aquele mesmo que deduzi ser fraco devido à avançada idade. Nossa desconfiança surgiu porque logo depois do terrível acontecimento, o tal servo usou de palavras arcanas para que o povo aclamasse a mim como novo prefeito, e também porque eu detectei nas vestes dele uma arma embuída de magia que parece em muito com o instrumento que foi usado para degolar o prefeito. Os nobres companheiros que hoje auxiliam a investigação seguiram o rastro do homem (que desapareceu quando fomos o interrogar) para dentro da mata fechada, mas nos perdemos dele na travessia de um rio(continua…)