XVII – Capítulo 6 – Alberich

250px-Debret1Vieira encarou com certa naturalidade a presença da terrível criatura sob suas ordens, e depois desse dia nunca mais o servo maligno foi visto. Para o índio Piamã o padre tinha dispensado o monstro da servidão. Ainda restava a missão que tinha levado padre e índio até o vilarejo, mas agora que Vieira era prefeito interino do local, aproveitou-se da aparição do soturno aymoré chamado Yakekan(que o salvara dos mortos vivos) para fazer-lhe um pedido pessoal. Apesar de claramente irritado com o pedido, o aymoré aceitou. Por segurança vieira pediu a Piamã que acompanhasse o aymoré, afinal de contas, a aparência e modos do selvagem fariam com que qualquer um desconfiasse de sua índole.

Deixando o índio para trás, Yakekan foi até a taverna e encostou-se no balcão, pedindo uma cerveja. Piamã ia logo atrás, observando-o e imaginando o que essa missão poderia lhe trazer de lucro. Ora, uma viagem até a mina dos anões pode dar algum trabalho, mas quando se fala em minas de anões é impossível deixar de pensar em ouro e pedras preciosas. Seus pensamentos foram interrompidos por um homem que o saudou a caminho da taverna. Polido e sério, ele tinha modos realmente estranhos, e quando olhou direito para ele uma surpresa. Não era um homem, e parecia um… Índio?

Sim, era um índio, apesar de ter a aparência diferente do que Piamã entendia por índios. Será que os refugiados da grande guerra tinham aquela aparência? Logo Piamã convidou-o para a missão de Vieira, afinal de contas, quanto mais pessoas envolvidas mais segura seria a viagem. Entraram então na taverna, o que aborreceu Yakekan, que logo retomou sua bebida.

Um homem de grande estatura apoiava-se no balcão próximo a Yakekan, perguntando sobre o grande machado que decorava uma das paredes da taverna, sem respostas o brutamontes chamou a atenção de Piamã. Bem… Outra boa companhia para uma viagem através da selva…

Logo os quatro seguiram viagem, um quarteto incomum.