Resenhas – legal ou “não legal”

Um_legal2015 já começou, janeiro já está terminando e para o ano que começa o desilusões vai humildemente começar a resenhar algumas obras.

Nossa escala crítica atribuirá de um a seis “LEGAIS” a livros, filmes, animações e séries, que passarão pela avaliação de nosso blogueiro e convidados, que tomará como critérios os seguintes parâmetros:

  • Originalidade e coerência (que atribuirão no total três “legais”).

A avaliação de originalidade será pautada no que costumamos ler e ver por aí. Uma obra original foge de alguma forma ao que é imposto pela grande mídia, apresenta um ponto de vista diferente, apresenta recursos estilísticos diferentes ou recicla antigos. Resolveremos se o livro ou filme tem qualidade técnica bastante para convencer o espectador da realidade ou fantasia que tenta mostrar, e caso o objetivo não seja convencer da realidade ou da fantasia, se essa distorção foi obtida. Procuraremos avaliar também se o livro/filme conta bem sua história, o que significa que queremos um roteiro verossímil, e se não o faz propositalmente o avaliaremos considerando essa variável. Também queremos histórias que não necessariamente amarrem todas as pontas, mas que tenham ao menos motivos razoáveis para amarrá-las todas ou para deixá-las “assim” de propósito.

  • Literariedade Brasilis (que atribuirão outros três “legais”).

Filmes, séries e desenhos serão entendidos aqui como texto. Como profissional de letras e professor, tomarei o termo “literariedade” em minhas mãos, e atribuirei ao mesmo uma definição um pouco diferente de nossos amigos formalistas russos (foi mal Todorov). Dessa forma, considerarei literariedade em primeiro lugar como “o que caracteriza um texto como literário”. Isso significa que consideraremos o fato de fazer-se referências explícitas a alguma obra considerada pelo blog como canônica. Tomo a liberdade inclusive de traçar uma linha canônica para que saibamos do que estamos falando:

Os clássicos e a Bíblia: Isso inclui em nossa lista Homero, Aristóteles, Cícero, Virgílio e também Santo Agostinho e Antônio Vieira, por exemplo.

Novelas de cavalaria: isso inclui das novelas arturianas até Cervantes!

Fundadores: Camões, Petrarca, Shakespeare etc.

Acho que daí por diante fica clara determinada linha canônica, mas esse parâmetro não para por aí!!

Outra questão importante diz respeito às intenções: nós queremos que escritores, cineastas e afins pretendam/desejem produzir ARTE! Isso também será considerado “literariedade” aqui.

Finalmente… Percebam que o critério de julgamento é literariedade BRASILIS. E isso tem um bom motivo: é comum ao entrar nas lojas de entretenimento, darmos de cara com Capitão América, Goku, Guerra nas estrelas, Mário Brothers, Senhor dos Anéis, Musashi e Guerra dos Tronos. Um “LEGAL” será especialmente dedicado a nosso desejo de que isso mude. Queremos puxar a sardinha para o lado de nosso país, por isso, nossa avaliação sempre enxergará o mundo através dos olhos da literatura brasileira ou portuguesa. Podemos falar de Othelo, mas nunca ignorando o ciúme de Bentinho por Capitu. Podemos falar da Beatriz de cabelos dourados de Petrarca, mas sempre lembrando da Joaninha de olhos verdes de Almeida Garret, ou de Iracema, a índia virgem dos lábios de mel criada por Alencar. Isso fará com que um filme incrível, vencedor de zilhões de oscars e que está distante do que é brasileiro, fique às vezes com cinco legais. Mas uma obra como “12 anos de escravidão” levaria certamente seis porque esse tema é um dos principais quando falamos de nosso país.

E que venham as resenhas!

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