Meu vento, teu sopro

Aspergido, santo, amigo
Sou meu inimigo
E meu monstro.
O que demonstro
Caro, edifício.

Sou oculto e cultivo
Vento, sopro, esse zumbido
Eu destrabalho.
Vareio o malho
Desesculpido.

Platão, Rousseau, Hegel
Sou da mentira selo
E teu vão.
O que dirão
Será Blasfemo.