Sobre a cerimônia do oscar 2017

Acompanhei a cerimônia do oscar durante o carnaval… A cerimônia estava beeeem Hollywood (blasé). Tinha uma torcida fervorosa por parte de críticos duvidosos de YouTube e Facebook por um musical que, na minha opinião, tem uma história superficial, músicas feitas para “colar” e atuações medianas (incluo no pacote até a vencedora do Oscar de melhor atriz Emma Stone)…

Vejam bem, eu também vi Moonlight… É um filme sério, que trata de temas delicados como preconceito e homossexualidade, e temos um garoto lidando com as diferenças que encontra em si mesmo em três momentos da vida dele. A vida de todos os personagens é difícil e ela segue adiante apesar dos acontecimentos lamentáveis, mas isso não impede o protagonista de lidar com os problemas internos que possui. Enquanto Lalaland é um “musical bem musical”, que já começa com as pessoas cantando alegremente em meio a um engarrafamento (oi?)… Gira em torno de duas pessoas correndo atrás de seus sonhos, uma ajudando a outra. Os dois personagens encontram momentos em que questionam esses sonhos, e escolhem persistir nessas escolhas ainda que tenham fracassado várias vezes no passado, o que soa bastante superficial (não há nada de errado em tentar outros caminhos, gente! Juro!). Enfim os dois protagonistas conseguem alcançar seus sonhos, mas o relacionamento entre eles desanda, por que… Bem, por causa de um buraco no roteiro que me fez achar a personagem da Emma Stone super mal-agradecida(rsrs). Mas mesmo não gostando de Lalaland, acho que a proposta do filme é alcançada: a busca colorida e superficial daquilo que o filme nomeia como “sonhos”, assim como a proposta de Moonlight é acompanhar os conflitos de um personagem que lida com sua homossexualidade.

Então, da metade para o final do oscar (eu estava vendo na TNT), acompanhando a cerimônia sob os comentários do Rubens E. Filho, comecei a torcer contra os palpites desse crítico. É um comentarista que transmite arrogância como poucos, de forma bastante natural (rsrsrs). Fiquei sabendo, por exemplo, com quais atores famosos o crítico tomou café, os filmes antigos que ele viu e sabe relacionar o elenco, e que seus critérios técnicos principais são “alegria” e “mensagem positiva”. E ao final da cerimônia aconteceu a grande confusão, prêmio de melhor filme entregue errado…  E o crítico citado, em sua fervorosa torcida para que Lalaland fosse premiado em todas as categorias possíveis, já comemorava a vitória de melhor filme quando Moonlight foi declarado o filme vencedor. Comemorei essa reviravolta como se meu time de futebol tivesse ganho o campeonato brasileiro! Acabou valendo a pena por causa disso.

Foi uma pena “A Chegada” não ter ganho outros prêmios… Eu achava que a Amy Adams estava concorrendo e foi um baque ela ficar de fora das indicações de melhor atriz. Esquadrão Suicida e Harry Potter foram ótimas surpresas.