10 silêncios – Dia da Mulher (Parte 4)

Hei de silenciar-me, mas sem perder a ternura, jamais!
A parte que me cabe nessa semana é homenagear, e faço isso passando a palavra a elas:

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua,
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.E roda a melancolia
seu interminável fuso!Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…).
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

MEIRELES, Cecília. Viagem; Vaga Música. Editora Nova Fronteira, 1982.

 

#Silêncio oitavo:

MULHER

Mulher preciosa
Mulher radiante
Perante as estrelas
Seu brilho é constante.
A flor mais bela do dia
Por onde passa deixa seu frescor,
Suave e sensível
Que nos leva ao seu amor.
Aos cânticos de alegria
Sua voz vira magia.
Esplendor de virtudes
Que reflete em nossas vidas.

 

Franciele Oliveira (https://sitedepoesias.com/poetas/Franciele).

Continua em: https://desilusoes.com/2018/03/11/10-silencios-dia-da-mulher-parte-5/

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