A mulata do frade

Diz o licenciado Rabelo (o primeiro estudioso da obra atribuída aGregório de Matos e Guerra – O Boca do Inferno) que essa singela poesia foi feita “em homenagem” a um frade que “estava de más intenções” com uma mulata vizinha do convento (o nome dela: Vivência), e ficava vigiando-a do campanário. rsrsrs 1. Reverendo Fr. Sovela,…

Visão do divino e de seu opositor

Eu só acreditaria num Deus que soubesse dançar. E quando vi meu Diabo, achei-o sério, rigoroso, profundo e solene: ele era o espírito da gravidade – é por causa dele que todas as coisas caem. Assim falou Zaratustra.

Elixir do pajé

Que tens, caralho, que pesar te oprime Que assim te vejo murcho e cabisbaixo, Sumido entre essa imensa pentelheira, Mole, caindo pela perna abaixo? Nessa postura merencória e triste, Para trás tanto vergas o focinho, Que eu cuido vais beijar, lá no traseiro, Teu sórdido vizinho!