Ode ao burguês

(Mário de Andrade) Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, (…)

Poema de natal

(Vinícius de Moraes) Para isso fomos feitos:Para lembrar e ser lembradosPara chorar e fazer chorarPara enterrar os nossos mortos –Por isso temos braços longos para os adeusesMãos para colher o que foi dadoDedos para cavar a terra. Assim será a nossa vida: Uma tarde sempre a esquecerUma estrela a se apagar na trevaUm caminho entre…

Poema em linha reta – Fernando Pessoa

(Álvaro de Campos) Nunca conheci quem tivesse levado porrada.Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,Que tenho enrolado os pés publicamente…